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Mau tempo. Estrutura de Missão fala em 115 mil apólices de seguro acionadas

Mau tempo. Estrutura de Missão fala em 115 mil apólices de seguro acionadas

Foi apresentado esta quarta-feira o levantamento dos prejuízos causados pelo mau tempo, pela Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas. Cento e quinze mil apólices de seguro já foram acionadas na sequência do mau tempo, disse o coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País, Paulo Fernandes. São cerca de duas mil apólices por dia, um número "brutal", de acordo com o Estudo de Missão.

RTP /
Lusa

O encontro visava apresentar um ponto de situação consolidado sobre o levantamento de prejuízos registados e os apoios atribuídos até ao momento. Pretendia ainda clarificar as prioridades para as próximas etapas do processo de recuperação.

No início da apresentação da estrutura de missão, o coordenador da organização aproveitou para "deixar uma homenagem a todos os presidentes de câmara, que têm sido incansáveis" na resposta e rescaldo do mau tempo.

Sublinhando a urgência do momento, Paulo Fernandes considerou que é importante pensar a curto prazo mas não deixando de "ter a capacidade de tirar ilações e ir construindo abordagens de médio e longo prazo".

"Sabemos que, neste momento, estamos numa fase de pré-construção e de construção urgente, perante as debilidades tremendas, mas temos obviamente que começar a organizar e planear a nossa equação de valor, começando logo pelo social", afirmou. "Mas também na interligação com o valor económico, que (…) numa região tão empresarial".

Há cerca de 164 mil empresas no território afetado, 55 mil dessas só na região de Leiria.

O objetivo desta estrutura é "coordenar, acelerar e qualificar a reconstrução das áreas afetadas, garantindo uma resposta eficaz, transparente e orientada para um futuro resiliente, sustentável e competitivo".

No balanço, o coordenador da Missão de Estrutura indicou que há ainda 7.600 clientes da E-redes que continuam sem energia. O coordenador da estrutura de Missão confessou que o grande desafio tem sido a falta de previsão do tempo na resposta e que isso mina a confiança no processo.

Até dia 15 de fevereiro, dia em que terminou a situação de calamidade, foram registada 18.109 ocorrências de emergência na ANEPC.

Há um dado que explica a dimensão dos prejuízos: há 115 mil apólices que foram ativadas até esta manhã, a maioria particulares. Dessas, já tiveram resposta 10 por cento.

"Estamos com mais de duas mil apólices acionadas por dia - o que é um número brutal", disse ainda Paulo Fernandes, acrescentando que só 15 por cento são de empresas.

O coordenador da Estrutura de Missão não negou que "este é um processo muito difícil" e por isso pediu que, por estimativa, se começasse a fazer adiantamentos às empresas e às pessoas, "de forma de introduzir o mais depressa possível capacidade de regeneração também na tesouraria financeira às pessoas".

"Várias companhias já estão a fazer esse adiantamento, em alguns processos por estimativa, o que acelera o dinheiro a chegar aos lesados".

No balanço da estrutura de Missão, o coordenador fez ainda saber que a região centro representa a maioria das candidaturas para recuperação para a habitação. Há no total há 12.625 cujo valor médio por candidatura é de quase seis mil euros.

"Foi algo que temos conversado praticamente dia sim dia não" com a associação, declarou, considerando este "um bom princípio que não põe em causa aquilo que é a clareza do processo e a sua segurança, mas acelera, de facto, a chegada desse valor às pessoas", adiantou.

No dia 14, a APS avançou ter participados mais de 100 mil sinistros, metade dos quais comunicados na última semana.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.

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